Dados Pessoais - O novo Petróleo

Os dados que circulam pela internet, sejam por smartphones, sistemas de geolocalização, redes sociais, e demais tecnologias, formam uma extensão do nosso próprio cérebro, formando, de maneira coletiva, uma inteligência global digital (Big Data).

 

Pensando dessa forma, qual seria o valor de premeditar quem seria o próximo presidente do Brasil? Ou qual seria o caminho tomado pelo sistema financeiro? E o militar? Por isso, os dados pessoais são considerados o novo petróleo.

 

Segundo a IBM, são gerados mais de 2,5 quintilhões de bytes de informação por dia no mundo, fluxo que cresce freneticamente fortalecendo seu status estratégico.

 

O diretor de pesquisas da Telefônica Digital, Pablo Rodriguez, aponta que hoje esses dados ainda não são completamente vistos, mas que no ano de 2030, a internet vai ser capaz de transportar toda a informação que os humanos disponibilizam, e, todas essas informações serão utilizadas por robôs, que serão como uma ampliação do nosso cérebro.

 

Ocorre que muitos usuários ainda não perceberam o valor que seus dados pessoais agregam.

 

Pessoal, não há nada grátis na internet! Quando damos nossos dados em algum site/plataforma/app, damos fonte de matéria prima para que o administrador daquela tecnologia ganhe dinheiro. O administrador vende os dados para empresas que vão nos manipular com promoções, destaques e descontos, ou vocês nunca repararam que ao clicar em algum produto na internet ele fica aparecendo diversas vezes?

 

Só em 2010 o Facebook lucrou mais de US$ 1,8 bilhões somente com publicidade!

 

Portanto, repito, não existe nada de graça na internet.

 

Em razão desse uso indiscriminado dos dados pessoais, foi sancionada em 14/08/2018 a Lei Geral de Proteção de Dados que entra em vigor em agosto/2020.

 

Ela regulamenta uma série de regras perante empresas e demais órgãos públicos permitindo que o cidadão tenha controle sobre o tratamento de seus dados, ou seja, nós saberemos exatamente quais dados serão coletados, para quais fins e se esses dados serão compartilhados, além de podermos extinguir a autorização, pedir acesso, explicações, exclusão, portabilidade, complementação ou correção.

 

Dessa forma, as empresas/órgãos deverão ter uma política interna de gestão de dados que justifique a coleta, caso não haja adaptação com a nova lei, a prática de coleta de dados será considerada irregular, cabendo multa de até 2% do faturamento do último ano.

 

Assim, temos que a Lei Geral de Proteção de Dados pode ser trabalhosa para as empresas/órgãos, mas traz imenso benefício à sociedade como um todo, pois busca equilíbrio entre a transparência e segurança jurídica.

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